“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian na TV estatal
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que reagir a morte do aiatolá Ali Khamenei é um direito e uma obrigação da república islâmica, em comunicado neste domingo (1º). A morte do líder supremo do Irã foi confirmada pelo Irã neste sábado (28) durante os ataques de EUA e Israel.
“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian na TV estatal.
Pezeshkian definiu o ataque como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.
Anúncio da morte
A emissora exibiu imagens de arquivo do aiatolá com uma faixa preta em sinal de luto enquanto uma apresentador, vestido de marrom e preto, lia um comunicado oficial.
“A grande nação do Irã lamenta pela nobre alma do líder”, disse o âncora, que parecia emocionado.
O texto afirmava ainda que Khamenei morreu durante o mês sagrado do Ramadã e descrevia sua trajetória como a de uma autoridade religiosa “reverenciada”.
Segundo a TV, o líder supremo “provou o néctar do martírio” e “ascendeu aos céus”. “À Allah pertencemos e a Ele retornaremos”, afirmou o apresentador.
No anúncio transmitido em rede nacional, a emissora não mencionou diretamente o ataque à residência do líder, atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel, ao confirmar a morte. A informação havia sido divulgada horas antes nas redes sociais pelo presidente americano, Donald Trump.
Durante a programação especial, a TV estatal repetiu trechos de discursos antigos de Khamenei e exibiu registros de cerimônias religiosas e encontros com autoridades. O governo iraniano decretou 40 dias de luto oficial e sete dias de feriado nacional.
O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou em um comunicado na mídia estatal iraniana que a morte do líder supremo só tornaria o Irã mais determinado a continuar em seu caminho. O comunicado condenou as ações dos Estados Unidos e de Israel e prometeu punir sua agressão.
Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, prometeram no domingo, 1, a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e os Estados Unidos, após os ataques lançados desde a véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei.
“A operação ofensiva mais feroz da história das forças armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveram os Guardiões na plataforma de mensagens Telegram. (com Estadão Conteúdo)
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