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Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

 Irã informou que cessará ataques desde que não sofra novas ameaças...


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em "suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas". 

Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

"Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas", escreveu Trump nas mídias sociais.

"Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla", disse Trump.

Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que "acredita que é uma base viável para negociar".


Irã

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araqchi, informou nesta terça-feira (7), em nota oficial, que seu país irá cessar os ataques, desde que não sofra ataques e ameaças. 

A mensagem foi divulgada após Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ter concordado em "suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas".

Araqchi disse ainda que haverá trânsito seguro pelo Estreito de Ormuz nas próximas duas semanas em coordenação com as Forças Armadas iranianas.


"Durante duas semanas, a passagem segura através do Estreito de Ormuz será possível com a coordenação das forças armadas do Irã e tendo em conta as restrições técnicas existentes", diz a nota do ministro iraniano.


Ameaça 

Mais cedo, Trump ameaçou acabar com "uma civilização inteira" hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã.

Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

fonte - Agência Brasil*

* Com informações da Reuters

* Texto atualizado com manifestação do Irã

Trump diz que a CIA o informou que o novo líder supremo do Irã é gay

 Declaração do presidente americano foi feita durante uma entrevista à Fox News

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que a CIA lhe informou que o novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, é gay.



Questionado pelo apresentador da Fox News, Jesse Watters, durante uma entrevista, Trump respondeu: "Bem, eles disseram isso, mas não sei se foram só eles. Acho que muita gente está dizendo isso. O que lhe dá uma má vantagem inicial naquele país."


O presidente americano não indicou quais evidências sustentavam a afirmação da CIA. O Irã considera as relações entre pessoas do mesmo sexo uma violação dos valores islâmicos, punível pela lei islâmica baseada na sharia.


Anteriormente, o jornal americano New York Post noticiou que Trump havia sido informado sobre o assunto. O presidente já questionou anteriormente se o novo líder supremo do Irã ainda estaria vivo após os ataques dos EUA.


Quem é Mojtaba Khamenei

Filho do aiatolá Ali Khamenei, morto em ataques dos EUA e de Israel no início da guerra, Mojtaba Khamenei foi anunciado como novo líder supremo do país em 8 de março.


Ele foi escolhido pela Assembleia de Peritos do Irã, um órgão composto por 88 clérigos eleitos de alto escalão encarregados de escolher o líder supremo. Até então, a Assembleia havia eleito um novo líder apenas uma vez desde a fundação da República Islâmica, em 1979.


Segundo filho do aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba tem 56 anos e ocupava o cargo de clérigo de posição intermediária.


Ele é conhecido por exercer influência significativa nos bastidores e por ter fortes ligações com a IRGC (Guarda Revolucionária Islâmica), a força militar mais poderosa do país, bem como com a sua força paramilitar voluntária Basij.


O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã. O conflito teve início no dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países matou o líder supremo do país, Ali Khamenei, em Teerã.


Diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano também foram mortas. Além disso, os EUA alegam ter destruído dezenas de navios do país, assim como sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares.


Em retaliação, o regime dos aiatolás fez ataques contra diversos países da região, como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas dizem que têm como alvo apenas interesses dos Estados Unidos e Israel nessas nações.


Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, que tem sede nos EUA. A Casa Branca, por sua vez, registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.


O conflito também se expandiu para o Líbano. O Hezbollah, um grupo armado apoiado pelo Irã, atacou o território israelense em retaliação à morte de Ali Khamenei. Com isso, Israel tem realizado ofensivas aéreas contra o que diz ser alvo do Hezbollah no país vizinho. Centenas de pessoas morreram no território libanês desde então.


Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu um novo líder supremo: Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei. Especialistas apontam que ele não fará mudanças estruturais e representa continuidade da repressão.


Donald Trump mostrou descontentamento com essa escolha, a classificando como um "grande erro". Ele havia dito que precisaria estar envolvido no processo e pontuou que Mojtaba seria "inaceitável" para a liderança do Irã.

Sonda desgovernada de 600 kg da Nasa colidirá com a Terra; veja riscos

 Van Allen A deveria reentrar apenas em 2034 na atmosfera; chance de uma pessoa ser atingida é de 1 em 4200

A sonda Van Allen A da Nasa deverá reentrar descontroladamente na atmosfera terrestre quase 14 anos após o lançamento. A espaçonave pesa aproximadamente 600kg e de acordo com a agência.



A previsão da Nasa indicou uma entrada na atmosfera a partir da noite de terça-feira (10), com uma margem de erro de 24 horas que se encerra na noite desta quarta-feira (11).


A Nasa espera que a maior parte da espaçonave se desintegre ao atravessar a atmosfera, mas alguns componentes devem sobreviver à reentrada - não há previsão exata de onde cairá.


O risco de danos a qualquer pessoa na Terra é baixo — aproximadamente 1 em 4.200 — mas a Nasa seguirá monitorando a reentrada e atualizando as previsões.


De 2012 a 2019, a espaçonave e sua gêmea, a sonda Van Allen B, sobrevoaram os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas aprisionadas pelo campo magnético da Terra, para entender como as partículas são capturadas e perdidas.


Os cinturões protegem a Terra da radiação cósmica, das tempestades solares e do vento solar constante, que são prejudiciais aos seres humanos e podem danificar a tecnologia; portanto, compreendê-los é fundamental.


Originalmente projetadas para uma missão de dois anos, as sondas Van Allen A e B foram lançadas em 30 de agosto de 2012 e coletaram dados sem precedentes sobre os dois cinturões de radiação permanentes da Terra. A Nasa encerrou a missão depois que as duas espaçonaves ficaram sem combustível e não conseguiram mais se orientar em direção ao Sol.


As sondas Van Allen foram as primeiras espaçonaves projetadas para operar e coletar dados científicos por muitos anos dentro dos cinturões de asteroides, uma região ao redor do nosso planeta onde a maioria das espaçonaves e missões de astronautas minimizam o tempo de permanência para evitar a radiação prejudicial.


A missão da Nasa, gerenciada e operada pelo Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins, fez diversas descobertas importantes sobre o funcionamento dos cinturões de radiação durante sua vida útil, incluindo os primeiros dados que mostram a existência de um terceiro cinturão de radiação transitório, que pode se formar durante períodos de intensa atividade solar.


Quando a missão terminou em 2019, análises indicaram que a espaçonave reentraria na atmosfera terrestre em 2034. No entanto, esses cálculos foram feitos antes do atual ciclo solar, que se mostrou muito mais ativo do que o esperado.


Em 2024, cientistas confirmaram que o Sol havia atingido seu máximo solar, desencadeando intensos eventos de clima espacial. Essas condições aumentaram o arrasto atmosférico sobre a espaçonave além das estimativas iniciais, resultando em uma reentrada mais precoce do que o previsto.


A sonda Van Allen B, gêmea da espaçonave que está reentrando na atmosfera, não deverá retornar à atmosfera antes de 2030. (CNN)

Ex-fuzileiro naval dos EUA critica guerra contra o Irã e tem braço quebrado

 O ex-fuzileiro foi retirado à força de uma audiência no Senado dos EUA após protestar contra a guerra

Repercurtiu nas redes sociais um vídeo que mostra quando o braço de um ex-fuzileiro naval é quebrado enquanto agentes de segurança tentavam removê-lo por interromper uma reunião no Capitólio dos Estados Unidos, na quarta-feira (4).  O homem protestava contra a guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã. As informações são da emissora americana CBS News.



A imagens foram divulgadas na rede social X (antigo Twitter) e viralizaram. O militar foi identificado como Brian McGinnis, um ex-fuzileiro naval que concorre como candidato ao Senado pela Carolina do Norte.


No vídeo, é possível perceber que o homem está fardado com um uniforme militar agarrado à porta de saída do auditório.


Dois seguranças e o senador americano Tim Sheehy aparecem retirando-o à força do local. O homem ainda grita: "Ninguém quer lutar por Israel." Em meio ao empurra-empurra, a mão dele fica presa no vão da porta.


Em seguida, outras pessoas que estavam no local também gritam: "O senador acabou de quebrar a mão de um fuzileiro naval." No fim do registro, os seguranças tentam soltar a mão do homem, que continua presa na porta.


Brian afirmou depois que seu braço foi quebrado enquanto era removido da reunião. A Polícia do Capitólio o acusou de ter agredido agentes no local.



Conforme as informações da CBS, o ex-fuzileiro naval foi preso e enfrenta três acusações de agressão a um policial, três de resistência à prisão e uma de obstrução e perturbação da ordem pública por interromper a audiência.


O senador Sheehy se manifestou nas redes sociais e afirmou que o manifestante estava "descontrolado" e que decidiu "ajudar e apaziguar a situação".

China anuncia descoberta de gelo subterrâneo em antigo oceano de Marte

 Jipe-robô Zhurong explora planeta vermelho e coletou material no hemisfério norte marciano

A Administração Espacial Nacional da China (CNSA, em inglês) anunciou que encontrou gelo em camadas subterrâneas no solo de Marte. A descoberta foi realizada pelo jipe-robô Zhurong, da missão Tianwen-1, que explora o planeta desde 2021.



O jipe-robô fez a descoberta na planície Utopia, no hemisfério norte de Marte, local que pode ter sido um mar ou oceano no passado.


“O estudo infere que essa camada é de 'gelo sujo', ou seja, uma mistura de gelo de água, solo marciano e cascalho, contendo uma pequena quantidade de rocha”, informou a CNSA.


A descoberta aponta que a camada encontrada tem cerca de 7 metros de espessura e está a uma profundidade de aproximadamente 15 metros na região.


“Atualmente, essa camada de gelo ainda está se degradando lentamente, e sua irregularidade espacial na espessura pode refletir esse processo de degradação. Simultaneamente, a camada de gelo pode transportar vapor de água para cima através de canais como fissuras, afetando a composição do material da superfície”, explicou a agência.



Os resultados da pesquisa, intitulados "Evidências de gelo subsuperficial raso no local de pouso da Tianwen-1", foram publicados na revista Earth and Planetary Science Letters.


Veja "achados" da Nasa em Marte que parecem reais







Foguete Kairos explode após 69 segundos em grande fracasso espacial japonês

 Fatalidade é um novo golpe para os esforços do Japão de estabelecer opções domésticas de lançamento

A Space One, empresa japonesa de desenvolvimento espacial, informou que seu pequeno foguete Kairos se autodestruiu 69 segundos após a decolagem nesta quinta-feira (5), frustrando pela terceira tentativa consecutiva o primeiro lançamento de um satélite totalmente comercial do país.



Três meses após mais uma falha no lançamento de um foguete estatal, o voo malsucedido representou um novo golpe para os esforços do Japão em estabelecer opções de lançamento domésticos e reduzir sua dependência de foguetes americanos, em meio às crescentes necessidades de segurança espacial para conter a China.


O Kairos, um foguete de propelente sólido de 18 metros (59 pés), transportava cinco satélites experimentais, incluindo alguns da ArkEdge Space, sediada em Tóquio, e da Agência Espacial de Taiwan. Ele encerrou o voo automaticamente a uma altitude de 29 km (18 milhas) acima do Pacífico.


"Nenhuma anormalidade significativa foi encontrada no voo ou nos equipamentos de bordo" antes da autodestruição, disse o vice-presidente da Space One, Nobuhiro Sekino, em uma coletiva de imprensa, sugerindo que o sistema autônomo de terminação de voo do foguete apresentou uma falha.


Imagens ao vivo mostraram o Kairos voando em uma trajetória instável dois minutos após decolar da plataforma de lançamento privada da empresa, na ponta da península de Kii, no oeste do Japão.


A Space One, joint venture apoiada pela fabricante de eletrônicos ópticos Canon, pela gigante aeroespacial IHI, pela construtora Shimizu e outras empresas japonesas, já havia falhado em dois lançamentos do foguete Kairos em 2024.


Não atingindo as metas

O Japão enfrenta uma escassez de veículos de lançamento de fabricação nacional, apesar das crescentes necessidades de defesa e das oportunidades de negócios para fabricantes de satélites no país. O Japão lançou com sucesso apenas três foguetes em 2025, muito aquém de sua meta anual de 30 lançamentos no início da década de 2030.


Em dezembro, o sexto voo fracassado do foguete H3, financiado pelo Estado e construído pela Mitsubishi Heavy Industries, interrompeu ainda mais o cronograma.


As empresas de satélites já tendem a recorrer a opções americanas confiáveis e acessíveis, como a SpaceX, líder do setor de Elon Musk, para compartilhamento de lançamentos, ou a pioneira em foguetes de pequeno porte, Rocket Lab (RKLB.O), para lançamentos da Nova Zelândia.


Veja as principais descobertas astronômicas de 2026






Para aliviar o gargalo, o governo concedeu subsídios milionários à Space One e a outras empresas iniciantes na área de foguetes no Japão. O Ministério da Defesa assinou contratos vultosos com startups, incluindo a Space One, para colocar dezenas de satélites de segurança nacional no espaço. Mas nenhuma empresa japonesa conseguiu lançar um satélite com um foguete comercial.


As montadoras japonesas também estão investindo pesado em foguetes, em parte para redirecionar sua indústria de motores a combustão em meio à eletrificação. No ano passado, a Toyota investiu na Interstellar Technologies, a primeira empresa japonesa a chegar ao espaço sideral em 2019, enquanto a Honda (7267.T) realizou um experimento surpresa com um foguete reutilizável.


Fora da corrida espacial entre os EUA e a China , os foguetes comerciais ainda estão em fase inicial de desenvolvimento. Startups da Alemanha , Austrália e Coreia do Sul testaram foguetes de tamanho semelhante ao Kairos no ano passado, mas nenhum chegou ao espaço.


"Construir rapidamente um histórico de lançamentos é crucial para competir com os rivais globais no mercado de pequenos foguetes", disse Kota Umeda, pesquisador do Instituto de Geoeconomia de Tóquio.


"Conquistar o mercado da SpaceX será difícil, mas o Japão já tem muitos clientes interessados em lançar pequenos satélites." (CNN)


Otan intercepta míssil balístico iraniano na Turquia; veja

 Sistemas de defesa aérea e antimísseis da Otan atuaram contra ameaça no leste do ​Mar Mediterrâneo

Um míssil ⁠balístico lançado do ‌Irã e que se dirigia ao ‌espaço aéreo turco após passar pela Síria e pelo Iraque ⁠foi ‌destruído pelos ⁠sistemas de defesa aérea e antimísseis da Otan no leste do ​Mar Mediterrâneo, informou o Ministério ​da Defesa turco na quarta-feira (4).



O ministério disse em comunicado ‌que não ​houve vítimas ou feridos no incidente, acrescentando ⁠que ​a ​Turquia se reserva o direito ⁠de responder ​a quaisquer ações hostis contra ​ela, ao mesmo tempo em que ​adverte ⁠as partes a se ⁠absterem de medidas que possam agravar o conflito.



EUA dizem ter matado líder iraniano responsável por plano de assassinato de Trump

 “O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto", afirmou Pete Hegseth

WASHINGTON, 4 Mar (Reuters) – As Forças Armadas dos EUA anunciaram na quarta-feira que mataram uma autoridade iraniana que chefiava uma unidade responsável por uma suposta conspiração para assassinar o presidente Donald Trump.



“O líder da unidade que tentou assassinar o presidente Trump foi caçado e morto. O Irã tentou matar o presidente Trump, mas foi o presidente Trump quem riu por último”, disse o secretário de Defesa, Pete Hegseth, em coletiva de imprensa.


Hegseth não revelou o nome do indivíduo, mas disse que a operação ocorreu na terça-feira.


Em 2024, o Departamento de Justiça dos EUA acusou um iraniano de envolvimento em um suposto plano ordenado pela Guarda Revolucionária do Irã para assassinar Trump, então presidente eleito dos EUA. (Infomoney)


Tarifa global provisória de 15% começa esta semana, diz secretário de Trump

Secretário do Tesouro Scott Bessent afirma que medida é temporária após decisão da Suprema Corte e pode ser revertida gradualmente

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira (4) à emissora americana CNBC que a nova tarifa global de 15% sobre importações anunciada pelo presidente Donald Trump deve começar a ser aplicada ainda nesta semana e poderá ser revertida gradualmente nos próximos meses.



Segundo Bessent, a expectativa do governo é que as tarifas retornem aos níveis anteriores dentro de cerca de cinco meses, após a reconfiguração da política comercial dos Estados Unidos. 


A nova taxa foi anunciada depois que a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou grande parte das tarifas impostas pelo governo Trump no segundo mandato com base em poderes emergenciais. A decisão obrigou a Casa Branca a redesenhar rapidamente sua política tarifária. 


O novo imposto de 15% é parte da estratégia do governo para manter pressão comercial após o revés judicial. A administração Trump busca preservar parte do efeito das tarifas anteriores, que atingiam uma ampla lista de parceiros comerciais e representavam parcela relevante da arrecadação tarifária do governo. 


Bessent indicou que a medida deve funcionar como um regime temporário enquanto o governo reorganiza sua política comercial e negocia novos acordos com parceiros internacionais.


“Acredito firmemente que as tarifas voltarão aos seus valores anteriores dentro de cinco meses”, disse Bessent.

Israel atinge o complexo de liderança do Irã, “coração de Teerã”

 Segundo Israel, ataque também teria atingido o gabinete presidencial do país. Sede do Conselho de Segurança seria o “coração” de Teerã

As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram, nesta terça-feira (3/3), que atacaram nas últimas horas, por meio da Força Aérea, o “complexo de liderança” do Irã em Teerã, na capital do país. Cerca de 100 caças lançaram mais de 250 bombas sobre o complexo.



Os edifícios visados ​​no complexo incluíam o gabinete presidencial do Irã, a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã — considerado o coração de Teerã —, que é usado pelo fórum mais importante do país para reuniões. Segundo as FDI, o local é uma instituição para treinamento de oficiais do exército iraniano.


“O complexo de liderança do regime terrorista é um dos ativos mais seguros do Irã e se estende por várias ruas no coração de Teerã”, disse o exército. Segundo Israel, o local é como o “quartel-general mais importante e central do regime terrorista iraniano”.


Ainda em nota oficial, as FDI disseram que “a liderança e os responsáveis ​​pela segurança do regime terrorista reuniam-se frequentemente no complexo e, a partir dali, realizavam, entre outras coisas, avaliações da situação relativa ao programa nuclear iraniano e ao avanço do plano para destruir o Estado de Israel”.


Ataques no Líbano

Em outro bombardeio, Israel também anunciou que concluiu uma série de ataques aéreos contra alvos militares do Hezbollah em Beirute, no Líbano. Segundo nota oficial, os ataques atingiram depósitos de armas, centros de comando e equipamentos de “comunicações via satélite” pertencentes à divisão de inteligência do Hezbollah.


“Foram atingidos locais de comunicação usados ​​pela organização terrorista Hezbollah como infraestrutura para o terrorismo, os quais a organização utilizava para realizar atividades terroristas, coletar informações e também para fins de propaganda”, afirmaram as Forças de Defesa de Israel.


A mídia libanesa noticiou que os estúdios do canal de notícias Al-Manar, pertencente ao Hezbollah, foram alvejados. Antes dos ataques, as Forças de Defesa de Israel emitiram alertas de evacuação, “para mitigar os danos aos civis”, segundo o comunicado. (Metrópoles)

Israel atinge o complexo de liderança do Irã, “coração de Teerã”

 As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram, nesta terça-feira (3/3), que atacaram nas últimas horas, por meio da Força Aérea, o “complexo de liderança” do Irã em Teerã, na capital do país. Cerca de 100 caças lançaram mais de 250 bombas sobre o complexo.


Os edifícios visados ​​no complexo incluíam o gabinete presidencial do Irã, a sede do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã — considerado o coração de Teerã —, que é usado pelo fórum mais importante do país para reuniões. Segundo as FDI, o local é uma instituição para treinamento de oficiais do exército iraniano.

“O complexo de liderança do regime terrorista é um dos ativos mais seguros do Irã e se estende por várias ruas no coração de Teerã”, disse o exército. Segundo Israel, o local é como o “quartel-general mais importante e central do regime terrorista iraniano”.

Ainda em nota oficial, as FDI disseram que “a liderança e os responsáveis ​​pela segurança do regime terrorista reuniam-se frequentemente no complexo e, a partir dali, realizavam, entre outras coisas, avaliações da situação relativa ao programa nuclear iraniano e ao avanço do plano para destruir o Estado de Israel”.


Ataques no Líbano

Em outro bombardeio, Israel também anunciou que concluiu uma série de ataques aéreos contra alvos militares do Hezbollah em Beirute, no Líbano. Segundo nota oficial, os ataques atingiram depósitos de armas, centros de comando e equipamentos de “comunicações via satélite” pertencentes à divisão de inteligência do Hezbollah.

“Foram atingidos locais de comunicação usados ​​pela organização terrorista Hezbollah como infraestrutura para o terrorismo, os quais a organização utilizava para realizar atividades terroristas, coletar informações e também para fins de propaganda”, afirmaram as Forças de Defesa de Israel.

A mídia libanesa noticiou que os estúdios do canal de notícias Al-Manar, pertencente ao Hezbollah, foram alvejados. Antes dos ataques, as Forças de Defesa de Israel emitiram alertas de evacuação, “para mitigar os danos aos civis”, segundo o comunicado.

fonte - METRÓPOLES.

Trump: EUA cortarão comércio com Espanha após país recusar ceder bases

 Governo espanhol disse que tem os recursos necessários para conter o impacto potencial de um embargo comercial e apoiar os setores afetados

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na terça-feira (3) que país cortaria todas as relações comerciais com a Espanha depois que o país europeu se recusou a permitir que as Forças Armadas americanas usassem suas bases para missões relacionadas a ataques ao Irã.



“A Espanha tem sido terrível”, disse Trump a repórteres durante uma reunião com o chanceler alemão Friedrich Merz, acrescentando que havia instruído o secretário do Tesouro, Scott Bessent, a “cortar todas as relações” com a Espanha.


“Vamos cortar todas as relações comerciais com a Espanha. Não queremos ter nada a ver com a Espanha”, acrescentou.


Os EUA transferiram 15 aeronaves, incluindo tanques de reabastecimento, das bases militares de Rota e Moron, no sul da Espanha, depois que a liderança socialista do país disse que não permitiria que elas fossem usadas para atacar o Irã.


Trump voltou a referir-se à recusa da Espanha em atender aos apelos dos EUA para que todos os membros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) gastem 5% do seu PIB (Produto Interno Bruto) em defesa, e acrescentou: “A Espanha não tem absolutamente nada de que precisamos."


Tenho o direito de interromper todos os negócios que tenham a ver com a Espanha. Embargos – faço o que quiser com eles – e podemos fazer isso com a Espanha”, afirmou.


Bessent, falando ao lado de Trump, disse que instruiria o Representante Comercial dos Estados Unidos e o Departamento de Comércio a iniciar investigações sobre como penalizar a Espanha.


Embora o Supremo Tribunal tenha revogado no mês passado a capacidade de Trump de usar a IEEPA (Lei de Poderes Económicos de Emergência Internacional, na tradução em português) para impor tarifas globais amplas, o presidente disse que a decisão “reafirmou totalmente” a sua capacidade de impor um embargo comercial total ao abrigo da lei.


A IEEPA, aprovada em 1977, tem sido amplamente utilizada para impor sanções que excluem entidades iranianas, russas e norte-coreanas do sistema financeiro baseado no dólar americano e para impor requisitos de licenciamento para controlar ou interromper as exportações de tecnologias sensíveis para determinados países.


“A Suprema Corte reafirmou sua capacidade de implementar um embargo”, disse Bessent a Trump.


Espanha responde

O governo espanhol respondeu em um comunicado que os EUA devem estar cientes da autonomia das empresas privadas, do direito internacional e dos acordos comerciais bilaterais entre os EUA e a União Europeia.


Madri disse que tinha os recursos necessários para conter o impacto potencial de um embargo comercial e apoiar os setores afetados, mas afirmou que continuaria a pressionar pelo livre comércio e pela cooperação econômica com seus parceiros.


A Espanha é o maior exportador mundial de azeite e também vende peças automotivas, aço e produtos químicos para os Estados Unidos, mas é menos vulnerável às ameaças de punição econômica de Trump do que outras nações europeias.


Os EUA tiveram um superávit comercial com a Espanha pelo quarto ano consecutivo em 2025, de US$ 4,8 bilhões, de acordo com dados do U.S. Census Bureau, com exportações americanas de US$ 26,1 bilhões e importações de US$ 21,3 bilhões.


Merz, da Alemanha, afirmou que a Espanha está sendo pressionada pela Europa em relação aos gastos com defesa.


“Estamos tentando convencer a Espanha a atingir os 3% ou 3,5% que acordamos na OTAN”, disse ele.


“E, como disse o presidente, é verdade: a Espanha é a única que não está disposta a aceitar isso e estamos tentando convencê-los de que isso faz parte da nossa segurança comum e que todos temos que cumprir esses números.”


O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, uma das poucas vozes de esquerda na Europa, arriscou a ira de Trump com uma série de outras medidas políticas, incluindo a recusa em permitir que navios que transportavam armas para Israel atracassem na Espanha. (Metrópoles)

Vídeo divulgado pelo Irã mostra arsenal de drones; veja

 Imagens mostram fileiras de aeronaves não tripuladas em local secreto com bandeira do país e fotos de Ali Khamenei nas paredes

A agência de notícias estatal iraniana Fars divulgou um vídeo que revela um arsenal de drones militares do Irã. As imagens mostram fileiras de aeronaves não tripuladas alinhadas em um túnel subterrâneo em algum ponto do território iraniano.



Conforme informações publicadas pela própria agência, o local exato onde os drones estão armazenados não foi revelado, mantendo o sigilo sobre a instalação militar estratégica.


O vídeo mostra diversos modelos de drones dispostos em formação dentro da estrutura subterrânea, evidenciando parte da capacidade militar aérea não tripulada do país.


Nas paredes do túnel podem ser observadas a bandeira do Irã e fotografias do líder supremo Ayatollah Ali Khamenei, morto em ataque dos EUA no último sábado (28).


A divulgação destas imagens ocorre em um momento de elevada tensão no Oriente Médio, com o Irã ocupando posição central no conflito regional.



Este tipo de demonstração de poderio militar por meio da mídia estatal é frequentemente interpretado como uma mensagem aos adversários do país. O Irã tem investido significativamente no desenvolvimento de tecnologia de drones nos últimos anos, utilizando aeronaves não tripuladas como parte importante de sua estratégia militar. (Fonte: CNN)


Israel ataca emissora estatal do Irã; explosões são ouvidas em Teerã

 Exército israelense afirmou que fez ofensiva contra o "centro de comunicações do regime" iraniano

O Exército de Israel anunciou na noite desta segunda-feira (2) que iniciou uma nova onda de ataques contra Teerã, capital do Irã, tendo como alvo o complexo da emissora estatal do país.



A mídia iraniana disse que duas explosões foram ouvidas perto da sede da emissora.


"Há pouco tempo, a Força Aérea Israelense atacou e desmantelou o centro de comunicações do regime terrorista iraniano", informaram as Forças de Defesa de Israel.


"O centro também foi usado recentemente pelas forças do regime iraniano para promover atividades militares sob o pretexto de atividades civis e ativos, além das atividades de propaganda que emanam do centro de comunicações", adicionou o comunicado.


A área visada é a mesma que Israel atacou em junho de 2025, quando uma forte explosão foi ouvida enquanto um apresentador falava ao vivo, segundo uma transmissão ao vivo. A emissora estatal informou posteriormente que um de seus funcionários foi morto no ataque do ano passado.


A ofensiva desta segunda-feira (2) ocorre após a emissão de um alerta de desocupação para os moradores de Teerã, especialmente aqueles que residem perto da sede da emissora estatal IRIB.


O que está acontecendo no Oriente Médio?

Os Estados Unidos e Israel iniciaram no sábado (28) uma onda de ataques contra o Irã, em meio a tensões sobre o programa nuclear iraniano.


O regime dos aiatolás iniciou retaliação contra países do Oriente Médio que abrigam bases militares norte-americanas, entre eles: Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.


No domingo, a mídia estatal iraniana anunciou que seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, foi uma das vítimas feitas pelos ataques norte-americanos e israelenses.


Após o anúncio da morte de Khamenei, o Irã ameaçou lançar a "ofensiva mais pesada" da história. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país persa considera se vingar pelos ataques de Israel e dos Estados Unidos como um "direito e dever legítimo".


Em resposta, Trump ameaçou o Irã contra os ataques retaliatórios, dizendo "é melhor que eles não façam isso, porque se fizerem, nós os atingiremos com uma força nunca antes vista". As agressões entre as partes seguem neste domingo.


Na véspera, Trump já havia afirmado que os ataques contra o Irã vão continuar "ininterruptos durante toda a semana ou pelo tempo que for necessário para alcançarmos nosso objetivo de PAZ EM TODO O ORIENTE MÉDIO E, DE FATO, NO MUNDO!".


*com informações de Reuters e CNN

Ataques do Irã deixam pelo menos nove mortos em Israel

 Mais de 20 pessoas estão recebendo tratamento em hospitais

Ao menos nove pessoas morreram após o Irã lançar mísseis contra Israel. Um prédio residencial que fica perto de Jerusalém foi atingido e deixou seis pessoas mortas, segundo a polícia israelense. A outra vítima é de Tel Aviv.



Com os ataques iranianos, mais de 20 pessoas estão recebendo tratamento em hospitais. A ofensiva ocorre após Israel lançar, na manhã deste domingo (28), uma nova onda de mísseis em território iraniano. Em resposta, o Irã atinge proximidades de Jerusalém e em Tel Aviv.

Irã nomeia aiatolá que vai comandar o país até escolha de novo líder

 Ao lado do presidente e do chefe do Judiciário, Alireza Arafi comandará temporariamente o Irã até a escolha de um novo líder supremo

Alireza Arafi (foto em destaque) foi nomeado neste domingo (1°/3) como membro jurista do Conselho dos Guardiões, órgão responsável por comandar temporariamente o Irã e escolher um novo líder após a morte do líder supremo, Ali Khamenei, nesse sábado (28/2).



Junto dele, assumem o controle temporário do país o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e o chefe do judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei.


Segundo o Artigo 111 da Constituição iraniana, quando um líder supremo morre, cria-se um conselho de transição até que um novo mandatário seja eleito pela Assembleia de Peritos, que é um painel de líderes religiosos.


O conselho funcionará até que 88 membros da Assembleia de Peritos escolham um novo líder supremo.


A informação já havia sido divulgada pelo chefe de segurança do Irã, Ali Larijani. Segundo ele, os Estados Unidos e Israel “tentaram arquear e desmembrar o Irã”. Ele destacou que “os bravos soldados e a grande nação do Irã darão uma lição inesquecível aos opressores internacionais”.


Ataques dos EUA e Israel ao Irã

O ataque dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã deixou 201 pessoas mortas e 747 feridas no país, de acordo com a mídia local. As ofensivas começaram na madrugada de sábado.

Em um primeiro momento, o ministro da Defesa de Israel afirmou que a ação tinha como objetivo “eliminar ameaças”, e denominou a ofensiva de “Operação Fúria Épica”.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o ataque teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã. Em resposta, o regime iraniano atacou bases americanas no Oriente Médio.

Morte e sucessão de Khamenei

A agência de notícias Fars informou que Khamenei “foi martirizado” pela manhã enquanto trabalhava em seu escritório localizado na capital Teerã.


Horas antes do anúncio, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia confirmado a informação. Nas redes sociais, o chefe da Casa Branca chamou a liderança de “uma das pessoas mais perversas da história” e convocou a população iraniana para “recuperar” o país.


Na prática, o ataque promovido pelos exércitos norte-americano e israelense busca forçar uma mudança de regime. Na avaliação do professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), João Alfredo Lopes Nyegray, a possibilidade de isso ocorrer é mínima.


Atualmente, o principal cotado para a sucessão é Mojtaba Khamenei, de 56 anos, segundo filho mais velho de Ali Khamenei. Político e clérigo, Mojtaba é visto como uma figura influente dentro da Guarda Revolucionária Islâmica. Segundo o professor, a chegada dele representaria uma continuidade ideológica do regime.


“Se isso acontece, toda a Guarda Revolucionária vai apoiar o filho do Khamenei e a gente vai ter uma continuidade ideológica. Uma coisa é cair o governante, outra coisa é cair o governo. E eu nunca vi bomba e bombardeio mudar regime”, pontua o especialista.

O professor avalia ainda que é pouco provável que uma eventual mobilização da população iraniana influencie no processo de sucessão. Segundo ele, o regime iraniano foi construído para dificultar tentativas de deposição.


Antes do ataque, fontes da inteligência dos EUA avaliaram que o vácuo de liderança em uma eventual operação de deposição de Khamenei seria preenchido pela Guarda Revolucionária Islâmica, de acordo com a CNN.


Outro elemento que traz incerteza para o cenário é a falta de clareza sobre as lideranças do regime que foram neutralizadas ou ainda permanecem vivas. De acordo com a agência Al Jazeera, a filha, o genro e o neto de Khamenei também morreram no ataque, mas os nomes das supostas vítimas não foram revelados.

7 pontos-chave sobre o conflito entre EUA e Israel com Teerã

 Os impactos no mercado, especialmente no petróleo, ainda não estão claros, mas alguns ativos digitais se valorizaram em meio ao tumulto

(Bloomberg) — Os EUA e Israel lançaram ataques coordenados e massivos com mísseis contra o Irã, que mataram o líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Os ataques tiveram como alvo o aparato militar do país e foram planejados para impedir que ele desenvolva uma arma nuclear.



O Irã respondeu com ataques de mísseis contra alvos em todo o Oriente Médio. Os impactos no mercado, especialmente no petróleo, ainda não estão claros, mas alguns ativos digitais se valorizaram em meio ao tumulto.


Khamenei e a sucessão

O presidente Donald Trump afirmou, em uma postagem em rede social, que Khamenei, apenas o segundo líder supremo do Irã desde a fundação da República Islâmica em 1979, foi morto. Trump chamou Khamenei de “uma das pessoas mais malignas da História” e reiterou seu apelo para que o povo iraniano se levante e derrube o regime.


A mídia estatal iraniana inicialmente rejeitou as alegações de Trump, mas por volta das 5h da manhã em Teerã, a TV oficial confirmou a morte do líder supremo, dizendo que ele foi morto em seu complexo de escritórios. As autoridades decretaram 40 dias de luto nacional.


A morte de Khamenei levanta a questão de quem governará o Irã em seguida, já que ele não havia designado publicamente um sucessor. A Assembleia de Especialistas é o órgão clerical responsável por escolher o líder supremo.


No período interino, um conselho composto pelo presidente, pelo chefe do Judiciário e por um jurista do Conselho Guardião assumirá as funções de liderança. Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, disse que um conselho de liderança temporário se reunirá no domingo.


Alvos

O Comando Central dos EUA (CENTCOM) informou que os militares atacaram instalações de comando e controle do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC), capacidades de defesa aérea, locais de lançamento de mísseis e drones e bases aéreas militares. Pela primeira vez, os EUA utilizaram drones de ataque unidirecionais de baixo custo em combate, segundo publicação do Centcom na plataforma X.


Trump disse que o bombardeio ao Irã continuará ao longo da semana. Os militares dos EUA afirmaram que não havia relatos de baixas ou ferimentos de combate entre americanos.


A TV estatal iraniana informou no sábado que 201 pessoas foram mortas e 747 ficaram feridas nos ataques, citando o Crescente Vermelho. Cerca de 85 pessoas morreram após um míssil atingir uma escola primária feminina na província de Hormozgan, de acordo com a semi-oficial Agência de Notícias dos Estudantes Iranianos (ISNA).


O comandante da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o ministro da Defesa, Aziz Nasirzadeh, estavam entre os altos funcionários mortos nos ataques.


Retaliação generalizada

O Irã lançou uma onda de ataques com mísseis e drones contra bases americanas e aliados na região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait e Arábia Saudita. Autoridades mostraram postura desafiadora, com Larijani prometendo que os ataques de domingo seriam mais fortes do que os do dia anterior. Até Omã, que antes havia sido em grande parte poupado, foi alvo de ataques no domingo.


Sistemas de defesa estavam abatendo mísseis e drones sobre os arranha-céus reluzentes e bairros ricos de Dubai, onde moradores relataram ter ouvido mais explosões no domingo. O CENTCOM confirmou alguns danos “mínimos” a instalações dos EUA. Israel também foi alvo.


Num sinal do crescente isolamento do Irã, países de todo o Golfo estão intensificando suas críticas aos ataques iranianos. Embora os Estados árabes sunitas do Golfo historicamente tenham mantido relações tensas com o Irã, de maioria xiita, nos últimos anos países como Arábia Saudita e Emirados vinham tentando melhorar as relações. A crise atual deve representar um revés para esses esforços.


Petróleo

Os mercados de petróleo estão precificando um “ciclo de escalada ampliado”, empurrando o Brent em direção a US$ 80 por barril após os ataques dos EUA ao Irã, de acordo com análise da Bloomberg Intelligence. A Opep+ concordou em princípio no domingo com um aumento ligeiramente maior na produção de petróleo no próximo mês, disseram delegados, à medida que o conflito ameaça impulsionar ainda mais a alta dos preços do petróleo.


O transporte de petróleo e gás segue amplamente paralisado no Estreito de Hormuz, enquanto o Irã intensifica as ameaças a navios que transitam pelo estreito. Mohsen Rezaei, membro do Conselho de Discernimento da Conveniência do Sistema — órgão que assessora o líder supremo do Irã — disse na TV estatal que “nenhum navio americano tem permissão para entrar no Golfo Pérsico”. Mais cedo, os EUA haviam alertado embarcações a se manterem afastadas do Golfo Pérsico e do Mar da Arábia, especificamente a 30 milhas náuticas de ativos militares americanos.


Um pequeno petroleiro, que aparentemente está sob sanções dos EUA por ajudar o Irã a exportar combustíveis, foi alvo de ataque na costa norte de Omã, embora ainda não esteja claro quem foi o responsável.


Perturbações em viagens

Companhias aéreas em todo o Golfo Pérsico estenderam a suspensão de operações à medida que os ataques retaliatórios do Irã entram no segundo dia, causando grandes interrupções em alguns dos aeroportos mais movimentados do mundo. A Emirates, maior companhia aérea internacional do mundo, suspendeu movimentos de voo por tempo indeterminado, enquanto a Etihad Airways estendeu os cancelamentos até as 2h da manhã de segunda-feira. A Qatar Airways informou que todos os voos seguem suspensos e que fornecerá uma atualização às 9h de segunda-feira.


Vários aeroportos no Golfo foram atingidos pelo fogo cruzado. O Aeroporto de Abu Dhabi relatou que uma pessoa morreu e várias ficaram feridas durante a noite, depois que o emirado interceptou um drone iraniano. Os principais aeroportos de Dubai, Bahrein e Kuwait também foram atingidos.


Impacto nos mercados

Todos os olhos estarão voltados para os mercados de energia quando as negociações forem totalmente reabertas na segunda-feira, disseram traders macro, com sinais iniciais de volatilidade também esperados quando o dólar americano e outras moedas começarem a ser negociadas na Austrália.


O simples temor de uma ação militar já havia impulsionado o preço do petróleo na semana passada. O Brent subiu 2,5%, para US$ 72,48 por barril na sexta-feira, o maior fechamento desde julho. No ano, o contrato já acumula alta de quase 20%.


O Bitcoin, por sua vez, ensaiou uma recuperação tímida. Os preços subiram até 2,2%, para US$ 68.196, após o Irã confirmar a morte de Khamenei, antes de recuar para cerca de US$ 66.500 às 6h em Nova York.


Política interna dos EUA

Em um vídeo de oito minutos divulgado imediatamente após o ataque, Trump tentou justificar a ofensiva contra o Irã, apresentando-a como necessária para eliminar um adversário que, segundo ele, espalhou terror muito além de suas fronteiras e matou seu próprio povo, mais recentemente nas manifestações que sacudiram o país.


Ele instou o povo iraniano a se levantar contra a teocracia que governa o país desde 1979, dizendo que o governo era “de vocês para tomar”. Fora algumas postagens em sua própria plataforma de mídia social, o presidente tem permanecido em grande parte fora de cena pública desde o início do conflito.


Até agora, a reação no Congresso se divide majoritariamente segundo as linhas partidárias, com algumas exceções. Os republicanos em geral manifestam apoio à ação militar, enquanto democratas pedem uma votação de uma resolução que limitaria a autoridade do presidente para conduzir ataques.


© 2026 Bloomberg L.P.

Presidente do Irã diz que morte de Khamenei é “declaração de guerra”

 “A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian na TV estatal

O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, que reagir a morte do aiatolá Ali Khamenei é um direito e uma obrigação da república islâmica, em comunicado neste domingo (1º). A morte do líder supremo do Irã foi confirmada pelo Irã neste sábado (28) durante os ataques de EUA e Israel.


“A República Islâmica do Irã considera seu dever e direito legítimo vingar os perpetradores e idealizadores deste crime histórico”, disse Pezeshkian na TV estatal.


Pezeshkian definiu o ataque como uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”.


Anúncio da morte

A emissora exibiu imagens de arquivo do aiatolá com uma faixa preta em sinal de luto enquanto uma apresentador, vestido de marrom e preto, lia um comunicado oficial.


“A grande nação do Irã lamenta pela nobre alma do líder”, disse o âncora, que parecia emocionado.


O texto afirmava ainda que Khamenei morreu durante o mês sagrado do Ramadã e descrevia sua trajetória como a de uma autoridade religiosa “reverenciada”.


Segundo a TV, o líder supremo “provou o néctar do martírio” e “ascendeu aos céus”. “À Allah pertencemos e a Ele retornaremos”, afirmou o apresentador.

No anúncio transmitido em rede nacional, a emissora não mencionou diretamente o ataque à residência do líder, atribuído a forças dos Estados Unidos e de Israel, ao confirmar a morte. A informação havia sido divulgada horas antes nas redes sociais pelo presidente americano, Donald Trump.


Durante a programação especial, a TV estatal repetiu trechos de discursos antigos de Khamenei e exibiu registros de cerimônias religiosas e encontros com autoridades. O governo iraniano decretou 40 dias de luto oficial e sete dias de feriado nacional.


O Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica afirmou em um comunicado na mídia estatal iraniana que a morte do líder supremo só tornaria o Irã mais determinado a continuar em seu caminho. O comunicado condenou as ações dos Estados Unidos e de Israel e prometeu punir sua agressão.


Os Guardiões da Revolução, o exército ideológico do Irã, prometeram no domingo, 1, a ofensiva “mais feroz da história” contra Israel e os Estados Unidos, após os ataques lançados desde a véspera que causaram a morte do líder supremo Ali Khamenei.


“A operação ofensiva mais feroz da história das forças armadas da República Islâmica do Irã começará a qualquer momento contra os territórios ocupados e as bases terroristas americanas”, escreveram os Guardiões na plataforma de mensagens Telegram. (com Estadão Conteúdo)


Netanyahu diz ter “sinais” de que Ali Khamenei morreu em ataque

 Paradeiro é desconhecido de líder supremo iraniano é desconhecido. Declaração de líder israelense foi feita durante pronunciamento

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse ter “sinais” de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, morreu durante os ataques coordenados pelos Estados Unidos e o exército israelense, neste sábado (28/2), à capital Teerã. O paradeiro de Khamenei é desconhecido.



Em um pronunciamento à população, o premiê afirmou que há “vários sinais” de que o aiatolá “não está mais entre nós”. Netanyahu também garantiu que a operação contra o Irã “continuará enquanto for necessário”.


Segundo a agência de notícias Reuters, uma autoridade de alto escalão do governo israelense disse sob anonimato que Khamenei está morto e que o corpo do líder supremo já foi encontrado.


Autoridades iranianas negam a morte do líder supremo. À emissora ABC News, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que Khamenei e o presidente Masoud Pezeshkian estão “sãos e salvos”.


Imagens de satélite feitas pela Airbus neste sábado (28/2) mostram a situação da residência do líder supremo do Irã, na capital Teerã, após o ataque.


Entenda o ataque contra o Irã

Após semanas de tensão, os Estados Unidos, em ação coordenada com Israel, atacaram o Irã na manhã deste sábado. A ação, segundo o presidente norte-americano Donald Trump teve como objetivo acabar com ameaças aos norte-americanos, que seriam as armas nucleares supostamente em posse do Irã.


Horas após os ataques dos EUA, a base da Marinha dos Estados Unidos no Bahrein foi alvo de mísseis iranianos, informaram as autoridades norte-americanas.


Segundo o chanceler iraniano, Abbas Araghchi, o líder Ali Khamenei está vivo “até onde se sabe”. Nas redes sociais, ele avaliou que o “Irã punirá aqueles que matarem nossas crianças. Nossa inimizade não é com o povo americano, que está sendo enganado mais uma vez”, disse.


O governo brasileiro se posicionou contra os ataques e expressou “grande preocupação” diante da situação.


“Os ataques ocorreram em meio a um processo de negociação entre as partes, que é o único caminho viável para a paz, posição tradicionalmente defendida pelo Brasil na região”, disse o governo em nota.