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Israel entra em alerta máximo para risco de guerra com Irã

 Com ameaça de ação dos EUA, Estado judeu determinou mobilização interna a retaliação inevitável, como ocorreu no ano passado

O governo de Israel determinou nesta quarta-feira (18) o alerta máximo de seus serviços de segurança interna e emergência para a eventualidade de uma guerra entre os Estados Unidos e o Irã. Não houve mobilização militar para participar do conflito, mas isso parece inevitável caso Donald Trump decida atacar.



O alerta, segundo múltiplos relatos na imprensa do país, inclui o Comando da Frente Interna e os serviços de ambulância e resgate a ele associados. Não houve um anúncio formal do governo de Binyamin Netanyahu, mas uma reunião de gabinete que estava marcada para o domingo (22) foi adiada.


Segundo a Folha ouviu por mensagem de um cirurgião que trabalha no Centro Médico da Galiléia, perto da fronteira com o Líbano, o hospital subterrâneo da localidade já está de prontidão. A poucos quilômetros do vizinho, a região é alvo constante do Hezbollah quando há embates entre o grupo apoiado pelo Irã e Israel.


O grupo fundamentalista está enfraquecido após ter sido duramente castigado por Tel Aviv durante o conflito subsequente ao atentado dos terroristas do Hamas contra Israel em 2023, que levou à obliteração da Faixa de Gaza. Mas ainda retém capacidades.


Mais preocupante para os israelense é a repetição da campanha de ataques com mísseis balísticos pelo Irã em caso de ser atacado. O Estado judeu, maior aliado dos americanos no Oriente Médio e uma potência nuclear com 90 ogivas, é alvo óbvio de retaliações.


Quando Netanyahu atacou alvos do programa nuclear e forças militares do Irã, em junho passado, a teocracia lançou algo entre 500 e 600 mísseis contra Israel. Quase 90% deles foram abatidos, mas os que passaram mataram cerca de 30 pessoas e feriram outras 3.000.


Na mão contrária, a ação israelense matou cerca de 600 iranianos. Moradores de Tel Aviv e região relatam que já estão checando suas provisões e quartos blindados para o caso de a guerra estourar.


No ano passado, de todo modo, o Irã foi dominado militarmente nos ares por Israel. Não há indicação de que agora será diferente, mas parece correto assumir que a teocracia tenha mudado táticas e preparativos, ao menos para fins retaliatórios.


Há uma certeza universal de que Netanyahu irá entrar no conflito se Trump o fizer. O apoio militar é significativo: cerca de 300 caças estão à mão para incursões, aproximadamente o mesmo volume deste tipo de aeronave que os EUA terão mobilizadas quando seu segundo grupo de porta-aviões chegar à região.


Mas a defesa aérea do Estado judeu é motivo de preocupação dos moradores. Segundo reportagens recentes, elas foram usadas de forma intensiva contra os ataques de junho passado, e não houve tempo para repor os mísseis de interceptação do sistema com três camadas de proteção usado por Israel.


O goveno não comenta isso, mas sabe que além do Irã, é bastante provável que rebeldes houthis em trégua com o Ocidente no Iêmen desde o cessar fogo de 2025 poderão lançar vários modelos não só contra embarcações no mar Vermelho, mas também contra Israel. Os houthis são aliados de Teerã.


O Hezbollah, por sua vez, parece estar bastante debilitado depois da campanha que dizimou sua liderança e degradou suas capacidades, que eram formidáveis em termos regionais. Mas o risco para ao menos as populações da faixa fronteiriça não é desprezível.

EUA mata 11 supostos narcotraficantes em novos ataques contra lanchas no Caribe; veja vídeo

 Mundo – Três ataques no Pacífico e no Caribe contra lanchas de supostos narcotraficantes resultaram na morte de onze pessoas, informaram as Forças Armadas dos Estados Unidos nesta terça-feira (17).



Os ataques ocorreram na segunda-feira e deixaram um saldo de “quatro mortos na primeira embarcação no Pacífico oriental, quatro na segunda embarcação no Pacífico oriental e três na terceira embarcação no Caribe”, informou o Comando Sul na rede X.


Os Estados Unidos iniciaram sua campanha contra essas supostas narcolanchas em setembro e, desde então, mataram pelo menos 140 pessoas em cerca de 40 ataques.


O anúncio na rede X inclui vídeos dos ataques contra as três embarcações, duas das quais estavam imóveis quando foram bombardeadas, enquanto uma terceira navegava em alta velocidade.


Nos vídeos, é possível ver pessoas se movimentando dentro de duas das lanchas antes dos ataques.


O governo de Donald Trump insiste que está em guerra contra supostos “narcoterroristas” que operam na América Latina, mas não apresentou provas conclusivas de que as embarcações que tem como alvo estejam envolvidas no tráfico de drogas, o que gerou um acalorado debate sobre a legalidade das operações.


Especialistas em direito internacional e grupos de direitos humanos afirmam que os ataques provavelmente constituem execuções extrajudiciais, já que aparentemente tiveram como alvo civis que não representam uma ameaça imediata aos Estados Unidos.


O governo recorda as operações realizadas durante décadas contra supostos jihadistas em países como Iêmen, Somália ou Síria, nas quais os alvos também eram atacados sem representar uma ameaça iminente.

Veja o vídeo: 



Washington mobilizou uma enorme força naval no Caribe que, além de perturbar essas supostas rotas marítimas de contrabando, também ajudou a aplicar um bloqueio petrolífero contra a Venezuela e a capturar seu presidente esquerdista, Nicolás Maduro, atualmente detido nos Estados Unidos.


A peça central da flotilha, o porta-aviões “USS Gerald R. Ford”, foi enviado na semana passada ao Oriente Médio, junto com vários destróieres que o acompanham, como parte da ameaça de intervenção militar contra o Irã.


Rússia lança novos ataques contra a Ucrânia horas antes de negociações

 Bombardeios deixaram mortos e feridos em diferentes regiões do país enquanto negociações trilaterais com os EUA começam em Genebra

A Rússia lançou uma nova série de ataques contra a Ucrânia na manhã desta terça-feira (17), disseram autoridades locais, horas antes do início das negociações trilaterais com os Estados Unidos em Genebra, destinadas a resolver a guerra no leste europeu.



As forças russas também bombardearam a infraestrutura elétrica ucraniana, matando três trabalhadores do setor energético e deixando dezenas de milhares de pessoas sem energia elétrica e aquecimento, disseram autoridades.


O vice-ministro da Energia da Ucrânia disse que os três trabalhadores foram mortos quando um drone russo atingiu o carro em que estavam perto da usina de Sloviansk, em uma área de fronteira que Moscou quer que Kiev ceda em troca da paz.


Nesta terça-feira, a Moscou ainda lançou um ataque contra a região de Sumy, no norte do país, segundo com Oleh Hryhorov, chefe da administração militar da região.


Seis civis ficaram feridos, e prédios e carros também foram danificados, disse ele. Enquanto isso, pelo menos outras três pessoas ficaram feridas na cidade de Kherson, no sul da Ucrânia, devido aos ataques russos, disseram autoridades locais.


A Ucrânia afirmou nesta terça-feira ter atingido a refinaria de petróleo russa de Ilsky — uma das maiores do sul do país — em um ataque noturno.


"O alvo foi atingido, causando um incêndio nas instalações", disse o Estado-Maior da Ucrânia em um comunicado nesta terça-feira.


As negociações de hoje representam a terceira rodada de conversas para tentar chegar a um acordo de paz que ponha fim a quase quatro anos de guerra.


A Rússia, que iniciou sua invasão em larga escala da Ucrânia em fevereiro de 2022, tem realizado ataques frequentes a instalações de energia ucranianas neste inverno, deixando-as sem energia elétrica e aquecimento. (CNN)

Ataques de Israel deixam 11 mortos em Gaza, dizem autoridades palestinas

 Forças de Defesa de Israel disseram agir contra violação do acordo de cessar-fogo

Pelo menos 11 palestinos foram mortos em ataques aéreos israelenses no norte e no sul da Faixa de Gaza neste domingo (15), disseram autoridades palestinas de defesa civil e saúde, em uma ação que os militares israelenses classificaram como resposta às violações do cessar-fogo pelo Hamas.



Socorristas disseram que um ataque aéreo israelense contra um acampamento de tendas que abrigava famílias deslocadas matou pelo menos quatro pessoas, enquanto autoridades de saúde afirmaram que outro ataque matou cinco em Khan Younis, no sul do país.


"Nas últimas horas, as Forças de Defesa de Israel iniciaram ataques em resposta à flagrante violação do acordo de cessar-fogo pelo Hamas ontem na área de Beit Hanoun", disse um oficial militar israelense, acrescentando que "terroristas emergiram de um túnel a leste da linha amarela".


O funcionário classificou os ataques de domingo como "precisos" e em conformidade com o direito internacional, e afirmou que o grupo palestino cometeu mais de seis violações do cessar-fogo de outubro, incluindo o posicionamento a leste da "Linha Amarela", acordada no âmbito do cessar-fogo para demarcar as áreas controladas por Israel e pelo Hamas.


"Cruzar a linha amarela nas proximidades das tropas das Forças de Defesa de Israel, estando armado, é uma violação explícita do cessar-fogo e demonstra como o Hamas viola sistematicamente o acordo de cessar-fogo com a intenção de prejudicar as tropas das Forças de Defesa de Israel", disse o oficial.


Israel e o Hamas têm se acusado mutuamente de violar o acordo de cessar-fogo, um elemento do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim à guerra em Gaza.


No sábado (14), os militares disseram ter identificado "terroristas" armados perto de membros das Forças de Defesa de Israel (IDF) que operam no norte da Faixa de Gaza.


As Forças de Defesa de Israel afirmaram que continuaram a destruir túneis subterrâneos no norte da Faixa de Gaza, em conformidade com o acordo.


Segundo informações, foram observados vários homens armados saindo do que seria um túnel e entrando sob os escombros de um prédio a leste da Linha Amarela.


Os militares disseram que aeronaves da Força Aérea atacaram o prédio e eliminaram dois homens armados, e que provavelmente outros militantes foram eliminados no ataque.


O Ministério da Saúde de Gaza afirmou que pelo menos 600 palestinos foram mortos por disparos israelenses desde o início do acordo de Gaza. Israel disse que quatro soldados foram mortos por militantes em Gaza durante o mesmo período. (CNN)


EUA querem tomar nosso petróleo pela força, denuncia Venezuela à OPEP

 Vice-presidente Delcy Rodríguez apresentou carta do ditador Nicolás Maduro durante reunião virtual da Organização de Países Exportadores de Petróleo

A Venezuela acusou os Estados Unidos de tentarem se apoderar das reservas de petróleo do país por meio da força militar, segundo uma carta enviada pelo presidente Nicolás Maduro ao secretário-geral da OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e aos países membros da OPEP e da OPEP+.



A carta, que foi tornada pública pela autoridade venezuelana Delcy Rodríguez durante uma reunião virtual da OPEP, afirma que tal ato teria repercussões significativas no mercado global de energia.


"Os Estados Unidos pretendem se apoderar das vastas reservas de petróleo do nosso país, as maiores do mundo, através do uso da força militar, o que afetaria seriamente o equilíbrio do mercado global de energia", afirma o texto.


No documento, Maduro afirma que o presidente americano Donald Trump "vem executando uma campanha de assédio e ameaça contra a Venezuela" desde agosto e coloca "em claro perigo a paz, a segurança e a estabilidade regional e internacional".


"O mundo conhece muito bem as consequências prejudiciais geradas em outros países petroleiros a partir de intervenções militares dos Estados Unidos da América e seus aliados", escreveu o ditador.


A carta enfatizou o compromisso da Venezuela em defender seus recursos naturais e manter sua soberania.


A produção de petróleo da Venezuela, membro da OPEP, estabilizou-se em torno de 1,1 milhão de barris por dia neste ano, menos de um terço do seu pico histórico no final da década de 1990.


Mais de 80% das exportações foram destinadas à China entre junho e outubro, segundo dados de transporte marítimo.


O governo do presidente dos EUA, Donald Trump, que reforçou sua presença militar no Caribe, afirmou estar aberto a negociações com Maduro, cujo governo tem enfrentado dificuldades para atrair investimentos estrangeiros para os campos de petróleo do país em meio às sanções americanas.


Trump afirmou repetidamente que os ataques dos EUA contra supostos barcos de narcotráfico no Caribe e no Pacífico, que mataram mais de 80 pessoas, poderiam evoluir para ações terrestres no país sul-americano, embora também tenha sido relatado que ele conversou por telefone com Maduro e discutiu uma possível visita do presidente venezuelano aos EUA. (CNN)